Enquanto muitos têm demais, outros têm de menos!
Um governo é de fato seletivo e detêm o domínio do poder em prol de seus próprios interesses em detrimento das necessidades das massas populares; num país pós-colonial, como o Brasil, os interesses oligárquicos estão diretamente relacionados aos interesses do imperialismo, por sua vez, participa diretamente da sustentação daqueles grupos sociais seletos no domínio do país.
Será que ainda vivemos como escravos?
Quem será o ‘‘Grande “Imperador do Brasil” nos dias de hoje?
E quem supostamente são ‘‘Os “oligarcas” desse tal País?
Retirantes, pintura de Portinari de 1944, representam o processo de expulsão de famílias das grandes plantações, resultando na migração de muitos lavradores sem-terra para as capitais do país, principalmente para as cidades onde o desenvolvimento industrial estava avançado, como Rio de Janeiro e São Paulo, com a expectativa de uma vida melhor. A maioria, sem trabalho e não tendo lugar para morar se foram para muitas favelas que existiam na época, entre elas a Rocinha.
Não consigo imaginar um país que possui um dos maiores índices de concentração de terras do mundo com pessoas morando na rua, e seres humanos a baixo da linha da pobreza. Passemos por lixões e favelas e veremos a realidade retratada no sofrimento dessas pessoas.
O confronto entre a Polícia Militar e os moradores da Vila Taboinha, zona oeste do Rio de Janeiro, que ocorreu em 2010 nos revela a situação de pessoas que vivem sem dignidade e o medo do despejo. Os policiais estiveram na comunidade para garantir a reintegração de posse do terreno que foi ocupado irregularmente, dando origem à favela. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo e de pimenta contra os moradores. A comunidade vai ser removida porque a empresa proprietária do terreno conseguiu na Justiça a reintegração de posse, que deveria ser cumprida em 48 horas.
Veja o descaso com a população, moradores ali naquela área morando a mais de cinco anos são tratados de forma covarde pela polícia que se apresenta imparcial com bombas e armas, aqueles são cidadãos, que antes de qualquer coisa são pessoas e têm direitos (se fosse à desocupação de qualquer propriedade residente a um individuo do alto escalão, com certeza agiriam com toda sutileza). A ocupação ilegal não é correta, sendo uma propriedade privada com impostos em dia (circunstância que não confere), mas depois de cinco anos de ocupação alguém vem reivindicar casas alojadas com dezenas de famílias. É um absurdo a Secretaria de Habitação da Prefeitura do Rio do Janeiro dizer que a comunidade terá de ser removida nesse curto prazo tempo porque a empresa proprietária do terreno conseguiu na Justiça a reintegração de posse.
Enfim os moradores juntamente com a defensoria pública, apoiadas pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, Rede Contra Violência, Movimento União Popular, Conselho Popular, Pastoral de Favelas e várias outras organizações conseguiram uma liminar garantiu a permanência da Taboinha por mais 90 dias. Apesar da comoção popular e o auxílio de vários órgãos essa comunidade é mais uma que daqui algum tempo será esquecida como todas que até hoje foram demolidas.
E como fica o reassentamento dessas pessoas?
Os projetos do governo como ”Minha Casa Minha Vida“ e ”Aluguel Social“ oferecidos, se obstem a esses cidadãos que não tem como comprovar renda e as normas desses projetos ineficazes, que só tende a complicar a necessidades de residir.
Uma ilusão que fica transparente quando a verdade não é burlada do povo!






